O relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu que o avião da Voepass que caiu em 9 de agosto de 2024, em Vinhedo (SP), não deveria ter decolado devido às condições meteorológicas e a uma falha técnica na aeronave. O acidente matou 58 passageiros e quatro tripulantes.
Segundo o Cenipa, a aeronave operava com o limpador de para-brisa inoperante, condição que só permitiria o voo se não houvesse previsão de chuva no período da decolagem e do pouso. No entanto, as condições climáticas eram desfavoráveis, o que, de acordo com os investigadores, impedia a liberação da aeronave.
O relatório também aponta que o voo enfrentou formação de gelo, perda de velocidade e uma sequência de alertas durante a aproximação para o pouso em Guarulhos. Os pilotos acionaram sistemas da aeronave para tentar contornar a situação, mas o avião perdeu sustentação e caiu.
Após o acidente, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) cassou a licença de operação da Voepass por falhas identificadas em fiscalizações, e não diretamente em razão do acidente.
Foto: TV Globo/Reprodução
Fonte: Cenipa / O Tempo
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