Relógios inteligentes estão cada vez mais presentes na rotina de quem busca acompanhar a própria saúde. Os dispositivos mais recentes conseguem monitorar indicadores como frequência cardíaca, sono, atividade física e outros sinais fisiológicos.
Apesar da quantidade de informações, especialistas alertam que os dados devem ser vistos como ferramentas de acompanhamento, e não como forma de diagnóstico.
Segundo a biomédica Michele Cristina Michels, professora da UNIASSELVI, uma alteração isolada pode ter diversas explicações. A frequência cardíaca, por exemplo, pode aumentar após atividade física, consumo de café, ansiedade ou mudanças na rotina.
O acompanhamento ao longo de dias ou semanas pode ser mais útil para identificar padrões e mudanças persistentes. Mesmo assim, os resultados precisam ser analisados dentro do contexto de cada pessoa.
Na saúde mental, o cuidado deve ser ainda maior. Alertas relacionados a estresse, sono ou frequência cardíaca não são suficientes para indicar ansiedade, depressão ou outros transtornos.
O excesso de monitoramento também pode provocar preocupação. Segundo a especialista, algumas pessoas podem ficar excessivamente atentas aos números do relógio, criando um ciclo de ansiedade ao perceber pequenas alterações nos indicadores.
A tecnologia pode contribuir para o autocuidado, estimular hábitos saudáveis e servir como um sinal para buscar orientação. Mas sintomas, histórico e contexto clínico precisam ser avaliados por profissionais de saúde.
Crédito da matéria: Divulgação / UNIASSELVI
Crédito das imagens: Divulgação / UNIASSELVI
RELÓGIOS INTELIGENTES AJUDAM NA SAÚDE, MAS NÃO SUBSTITUEM MÉDICOS















