Saúde mental no campo preocupa e expõe desafios em Minas Gerais

Por Dentro De Tudo:

Compartilhe

Jornadas extensas, pressão financeira, isolamento e as incertezas provocadas pelas condições climáticas estão entre os fatores que podem aumentar a vulnerabilidade à saúde mental de trabalhadores rurais em Minas Gerais.

O problema se agrava pela dificuldade de acesso a atendimento psicológico fora dos grandes centros. O estado possui mais de 64 mil psicólogos com registro ativo, mas cerca de 28% estão concentrados em Belo Horizonte, deixando a distribuição dos profissionais desigual entre os demais municípios.

Levantamento citado na reportagem aponta que 36% dos trabalhadores rurais apresentam sinais de depressão, enquanto a estimativa para a população geral seria de cerca de 15%. O estudo também aponta uma ocorrência de suicídios no campo superior à média nacional.

Especialistas destacam que a rotina de plantio e colheita pode aumentar a sobrecarga física e emocional, especialmente quando se soma à preocupação com as finanças, ao isolamento e à distância dos serviços de saúde.

Entre os sinais que merecem atenção estão alterações no sono, irritabilidade, aumento do consumo de álcool, preocupação financeira constante, conflitos familiares e sensação de fracasso ou incapacidade.

O Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais alerta que ter profissionais registrados não significa, necessariamente, acesso efetivo ao atendimento. Distância, falta de serviços nos municípios, filas, transporte e contratos temporários podem dificultar a continuidade do acompanhamento.

O Estado mantém ações de saúde mental por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), enquanto o Sistema Faemg Senar informou que está implementando um módulo de aconselhamento psicológico dentro do programa Saúde no Campo.

Em situações de emergência ou risco imediato, a orientação é procurar ajuda pelos serviços de emergência. O Samu atende pelo 192, o Corpo de Bombeiros pelo 193 e o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo 188.

Fonte: O TEMPO
Foto: FRED MAGNO / O TEMPO

Encontre uma reportagem