Sem previsão de duplicação e manutenção, motoristas reclamam da MG-424 entre Pedro Leopoldo e Sete Lagoas; Veja as fotos e vídeos!

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Nos últimos meses o tema “Duplicação da MG-424” no trecho entre Pedro Leopoldo e Sete Lagoas tem sido pauta de inúmeras reuniões de prefeitos do Vetor Norte de Minas Gerais. A ideia é unir forças para pressionar o Estado a realizar a obra, ou melhor, terminar o serviço iniciado em 2013, quando o trecho entre Confins a Belo Horizonte foi reformado para a Copa do Mundo de 2014.

No meio disso tudo, e enfrentando diariamente o problema, estão os motoristas. E é sob a visão deles que essa reportagem foi elaborada. Em comum estão: inúmeras reclamações, falta de compromisso e alerta de possíveis tragédias.

“Trabalho em Sete Lagoas e faço o percurso de 28 km na MG-424 todos os dias para ir e voltar. É visível algumas situações que a cada dia se torna recorrente. Várias árvores quase caindo na pista, trecho da antiga empresa Belocal com muito pó, o que dificulta a visibilidade. A empresa até tenta lavar a pista, mas no meu ponto de vista que passo de motocicleta, gera uma nova situação adversa para os condutores, pois deixa a pista escorregadia”, disse Heberton, que é Instrutor de Transportes da empresa Pepsico, em Sete Lagoas.

Outro motorista também reclamou da situação, e criticou a falta de vontade das autoridades em solucionar o problema. “Talvez seja um dos trechos mais perigosos da região metropolitana de Belo Horizonte. Só ocorre acidentes graves, muitos por imprudência também, mas passou da hora de duplicarem essa pista e retirarem o tráfego dos veículos pesados. Para quem mora em Matozinhos ou Prudente de Morais o risco é ainda maior, pois a rodovia corta a cidade. O assunto é antigo, não preciso ficar me alongando, pois todos sabem dos problemas, precisamos mesmo de solução”, informou Vandair, morador de Prudente.

Reuniões sobre o tema são realizadas há anos. O Governo chegou a apresentar projeto de concessão da rodovia, mas foi impedido judicialmente após pedido impetrado pelas administrações passadas de Pedro Leopoldo, Confins e São José da Lapa. O problema maior na época era a instalação de pedágio no trecho já duplicado da rodovia.

Neste ano, novas reuniões aconteceram e, conforme apurado, o Estado apresentou um novo projeto de concessão aos prefeitos, mas os detalhes não foram informados à imprensa, inclusive se contempla o tão sonhado Rodoanel. Por enquanto, tudo continua apenas no papel e nas promessas.

“Vamos seguindo pela rodovia né. É o jeito! Eu preciso trabalhar, não posso deixar de ir e vir, mas tenho receio de passar por esse trecho. Vejo cada coisa diariamente que assusta”, concluiu outro condutor.

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