Cerca de 630 mil pessoas trabalham no serviço doméstico em Minas Gerais, mas apenas 192 mil tinham vínculo formal no primeiro semestre de 2026. Os dados da PNAD Contínua mostram que 69,5% da categoria atuava sem carteira assinada no período.
O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (25) pela Delegacia Sindical em Minas Gerais do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Sinafit-MG) e reforça o tamanho da informalidade no setor.
Diante desse cenário, a fiscalização trabalhista ampliou as ações em Minas Gerais, com operações principalmente em Belo Horizonte, Nova Lima, Juiz de Fora e Uberlândia. Entre os pontos verificados estão registro profissional, jornada de trabalho, salários, férias, 13º salário e recolhimento do FGTS.
As fiscalizações já encontraram casos de trabalhadores sem registro, falta de controle da jornada, atrasos em salários e 13º, problemas no pagamento de férias e recolhimento do FGTS fora do prazo.
A operação nacional deste ano também ampliou o foco para as condições de saúde e segurança. Auditores verificam possíveis riscos físicos, ergonômicos e psicossociais, além de situações de assédio, violência e discriminação.
A iniciativa busca reforçar que a formalização não é o único direito envolvido no trabalho doméstico. A categoria também deve ter um ambiente seguro, saudável e livre de situações que comprometam sua dignidade.
Fonte: O TEMPO / PNAD Contínua / Sinafit-MG
Foto: Reprodução/Internet














