O Brasil registrou, em 2025, o menor número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil desde o início da série histórica, em 2016. Apesar da redução, quase 1,5 milhão de pessoas entre 5 e 17 anos ainda eram afetadas pelo problema, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (16).
O percentual caiu de 4,3% em 2024 para 4% em 2025. Em números absolutos, houve redução de aproximadamente 151 mil pessoas, uma queda de 9,2%. Mesmo com o avanço, o país não cumpriu a meta internacional de erradicar o trabalho infantil até 2025, prevista nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
O levantamento também revelou que 525 mil crianças e adolescentes exerciam atividades consideradas entre as piores formas de trabalho infantil, como tarefas envolvendo agrotóxicos, máquinas agrícolas e construção civil pesada.
Os dados apontam ainda desigualdades: meninos representavam 65,4% das pessoas nessa situação, enquanto pretos e pardos correspondiam a 67%. A Região Norte apresentou a maior proporção, de 6,3%, e o Sudeste, a menor, com 3,3%.
Segundo o IBGE, a redução pode estar relacionada a políticas públicas de proteção social, à recuperação do emprego e da renda familiar e a ações de combate ao trabalho infantil. Especialistas ressaltam, porém, que a queda dos indicadores não significa que o problema tenha sido superado.
BRASIL REDUZ TRABALHO INFANTIL, MAS 1,5 MILHÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES AINDA SÃO AFETADOS
Fonte: O TEMPO / Folhapress















