Um em cada três idosos estão deprimidos, e renda limita lazer

Por Dentro De Tudo:

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Uma pesquisa da UFMG aponta que 34% dos idosos que vivem em áreas urbanas no Brasil apresentam sintomas depressivos. Entre as mulheres, o índice chega a 43,8%.

O estudo foi desenvolvido com base em dados de mais de 7 mil brasileiros com 50 anos ou mais e identificou relação entre saúde mental e as condições dos bairros onde essas pessoas vivem.

Falta de áreas verdes, lixo, abandono de espaços públicos, poluição sonora, criminalidade e pouca convivência entre vizinhos aparecem associados a maiores índices de sintomas depressivos.

Especialistas também alertam que o envelhecimento da população ocorre em meio a desigualdades econômicas. Idosos com maior renda conseguem ter mais acesso a viagens, cultura, atividades esportivas e outras formas de lazer. Para quem tem menos recursos, muitas dessas opções ficam fora do orçamento.

Nesse cenário, espaços públicos, centros de convivência, atividades comunitárias e grupos em unidades de saúde podem desempenhar um papel importante. Sair de casa, encontrar outras pessoas e manter uma rotina de atividades ajudam a combater o isolamento social.

Dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais também mostram um alerta preocupante: aposentados são o terceiro grupo com maior número de mortes por suicídio no Estado desde 2010, com 1.497 registros. A maioria das vítimas tinha entre 60 e 69 anos.

Para especialistas, a aposentadoria pode provocar uma perda significativa de rotina, vínculos e sensação de pertencimento. Por isso, manter atividades sociais, lazer e relações comunitárias pode ser importante para a qualidade de vida durante o envelhecimento.

Crédito do texto: O Tempo
Crédito da foto: Alex de Jesus/O Tempo
Fonte: O Tempo / UFMG / Fiocruz / SES-MG.

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