As usinas hidrelétricas (UHEs) em Minas Gerais enfrentam a pior crise hídrica dos últimos 91 anos, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
Apesar disso, a geração de energia atende integralmente à demanda de toda a sociedade, segundo o órgão
O ONS é o órgão responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN) e atua sob a fiscalização e regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Essa escassez de água tem prejudicado as UHEs no estado. A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) informou que duas das sete funcionam com pouca capacidade no reservatório de água.
São elas: Nova Ponte, na cidade de mesmo nome, na Região do Triângulo, com 13,28%, e Emborcação, em Araguari (MG) e Catalão (GO), com 14,43%. Esses percentuais foram atualizados na última quinta-feira (5).
Esses dois reservatórios apresentaram os piores volumes já verificados no histórico para o mês de junho, segundo a Cemig. No dia 30 daquele mês, o volume útil do reservatório da UHE Emborcação estava em 18,44%, enquanto o reservatório da Nova Ponte apresentava 14,98%.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
Outras duas usinas hidrelétricas trabalham com menos de 50% neste momento. São as UHEs Irapé, em Berilo (MG) e Grão Mogol (MG), no Norte, com 44,89%, e Camargos, em Itutinga (MG), no Sul, com 43,26%.
A Cemig disse que as UHEs Três Marias (MG), na Região Central, trabalha com 53,02%, a PCH Cajuru, em Carmo do Cajuru (MG) e Divinópolis (MG), no Centro-Oeste, com 64,50% e Queimado, em Cabeceira Grande e Unaí, na Região Noroeste de Minas e em Cristalina (GO), com 65,48%.
Camargos, Irapé, Três Marias, Queimado e Cajuru encontram-se em situações normais de armazenamento, de acordo com a Cemig. Apesar da natural diminuição do volume útil nos próximos meses de seca, os volumes mais baixos previstos estarão acima de valores já observados em anos anteriores.















