Um levantamento do IBGE revela uma desigualdade preocupante na educação de pessoas com deficiência. Entre brasileiros de 15 a 29 anos que têm dificuldades para caminhar e subir degraus, mas não apresentam limitações cognitivas, 23,3% não sabem ler e escrever. Entre jovens da mesma idade sem deficiência, o índice é de 1%.
O cenário também aparece no acesso e nas condições de permanência na escola. Entre adolescentes de 15 a 17 anos com deficiência profunda, 65,6% frequentam a escola, contra 85,4% entre aqueles sem deficiência.
A pesquisa também aponta diferenças na estrutura de acessibilidade. Banheiros adaptados estão presentes em 54,8% das escolas públicas e 64,4% das particulares. Já salas de recursos multifuncionais, utilizadas no Atendimento Educacional Especializado (AEE), aparecem em 34,5% da rede pública e 15,2% da particular.
No ensino superior, o número de estudantes com deficiência matriculados na educação a distância quadruplicou entre 2019 e 2024. O levantamento reforça que inclusão educacional envolve não apenas garantir a matrícula, mas também oferecer condições adequadas para aprendizagem e permanência.
Crédito da matéria: g1
Crédito da imagem: Freepik/Imagem Ilustrativa
23% DOS JOVENS COM DEFICIÊNCIA MOTORA SÃO ANALFABETOS NO BRASIL













