Mais de 400 candidatos que disputam as eleições de 2026 escolheram incluir identificações religiosas em seus nomes de urna, segundo levantamento realizado a partir de dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ao todo, 404 candidatos aparecem com algum tipo de referência religiosa. A maioria utiliza os termos “pastor”, “pastora” ou a abreviação “PR”: são 295 candidatos, o equivalente a 73% do total.
Também aparecem 43 candidatos identificados como “irmão” ou “irmã”, além de 28 que utilizam nomes de orixás ou os termos “mãe” e “pai”, associados a religiões de matriz africana. Outros 21 candidatos usam “bispo”, 10 se apresentam como “padre”, cinco como “apóstolo” ou “apóstola”, um como reverendo e outro como frei.
A presença dessas identificações está concentrada principalmente nas disputas proporcionais. Dos 404 candidatos, 389 disputam vagas no Legislativo, entre deputado estadual, federal ou distrital.
O levantamento aponta ainda que 220 concorrem a deputado estadual, 157 a deputado federal e 12 a deputado distrital. Também há candidatos ao Senado, vice-governadoria e suplências.
Entre os partidos, o MDB aparece com o maior número de candidatos que adotaram referências religiosas no nome de urna, com 37. Republicanos tem 30 e DC, 28.
O Rio de Janeiro lidera entre os estados, com 50 candidatos utilizando esse tipo de identificação, seguido por São Paulo, com 49, e Pernambuco, com 31.
Apesar do número expressivo, apenas 35 dos 404 candidatos declararam ao TSE ter como ocupação “sacerdote ou membro de ordem ou seita religiosa”, mostrando que o uso de termos religiosos no nome de urna não significa necessariamente que essa seja a profissão declarada pelo candidato.
Segundo especialista ouvido pelo g1, os dados também refletem a crescente presença da religião como elemento de identidade e mobilização política nas eleições.
Crédito do texto: g1
Crédito da foto: Arte/g1 e imagens reproduzidas na reportagem













