Alok reage a acusações de não pagar produtores, expõe prints e dispara: ‘Não foi surpresa’

Acusado por dois produtores de não pagar por serviços prestados a ele, o DJ Alok se pronunciou nessa sexta-feira (21) nas redes sociais. Por meio dos stories do Instagram, o músico apresentou supostas evidências de que a relação profissional com os irmãos sempre foi amistosa e de que as faixas foram, de fato, produzidas por ele.

Em um longo desabafo, Alok reagiu às acusações e revelou aos seguidores que a publicação da matéria na Billboard – que aponta que ele teria se apropriado de várias faixas – já era esperada. “Pra mim não é uma surpresa, até porque eu já sabia que ela ia ao ar, eu já venho sendo ameaçado com ela há um tempo. Mas eu não vou ceder a nenhum tipo de ameaça, até porque eu não tenho nada pra esconder. E por isso que ela tá no ar”, iniciou.

‘Obras de maior sucesso são comigo’

Em um primeiro momento, o DJ detalhou as acusações. “A matéria diz basicamente sobre uma apropriação de produção minha referente aos artistas Sevenn [Kevin e Sean]. Eu quero deixar bem ressaltado aqui que eles sempre foram grandes parceiros meus, sempre tive eles como amigos, e eu sempre admirei eles. Mas, infelizmente, eles estão sendo muito mal direcionados nesse momento”, prosseguiu.

O artista disse ainda que nunca recebeu nenhuma notificação da dupla. “Eu produzo música desde os meus 12 anos e nunca tive problema com ninguém. Eu acho que isso é um assunto sério, porque muitas vezes os artistas têm suas obras utilizadas e não são creditados por isso, mas não pode ser banalizado dessa forma”, argumentou Alok.

O DJ também defendeu que problemas como esse deveriam ser resolvidos diretamente por vias judiciais. “É a única forma que ele vai resolver, já aconteceu comigo. As obras de maior sucesso da carreira do Sevenn são comigo. Inclusive a ‘Boom’, que eu nunca fui creditado por ela”, explicou Alok, que, na sequência, começou a apresentar provas.

O goiano mostrou a tela de seu computador, onde um projeto estava disposto. Trata-se do remix de “Get a Grip”, do inglês Mick Jagger. “Outra música que eles também falaram que fizeram foi a ‘Fuego’, que eu fiz com meu irmão gêmeo Bhaskar. Nunca teve nenhum tipo de dedo de colaboração do Sevenn […] Outra foi a “All I Want”, que fiz integralmente com o [DJ] Liu“, disparou, exibindo novo projeto.

Dupla era responsável por masterização

“O que acontece: eles faziam a minha ‘master’, eu mandava o meu projeto pra eles, eles pegavam e masterizavam, o que é muito comum hoje no mercado. Até hoje eu faço isso, eu faço com estúdios de engenheiros de áudio”, acrescentou Alok, explicando o papel do Sevenn na gravação de suas faixas.

“Todo mundo faz isso, tá. Basicamente você pega a sua obra, finaliza ela, manda pra um estúdio e eles vão e fazem a masterização da música pra ficar mais compatível com as plataformas. Cada plataforma inclusive requer um tipo de master. Inclusive, era uma guerra para saber quem faria”, detalhou, postando um print de WhatsApp em que os irmãos “brigavam” pela tarefa.

O DJ voltou a reforçar que a prática é comum na indústria e que, frequentemente, ele pede opiniões de diversos produtores antes de finalizar uma obra. Na sequência, Alok falou sobre a música ‘Un Ratito’, que gravou recentemente com a ex-BBB Juliette e cujo resultado final não teria agradado Kevin.

“Comecei a produzir ‘Un Ratito’ cinco anos atrás, com o Kevin. A música se transformou e ficou muito diferente, quem cantava era ele, ela tinha uma pegada meio sertaneja também. Fui atrás de compositores latinos para escrever em espanhol, fui atrás de parcerias, de gravadoras”.

Na sequência, o DJ revelou que Kevin acabou não curtindo o resultado da faixa e foi ficando “frio” em relação a ela. Diante disso, Alok assumiu e afirma que agora Kevin acha que o ex-parceiro usou o cronograma dele. Em defesa, o DJ alega que regravou tudo, não usou “absolutamente nada”. Mesmo assim, creditou o produtor como autor da música, com a mesma porcentagem que ele.

Irmãos ‘expuseram até a mãe’ com câncer

“Quando eu falo isso, não é da boca pra fora, tá? A gravadora, quando a gente vai lançar a música, tem que mandar todo o cronograma pra ela, todos os arquivos, ela tem tudo. Esse trabalho é um trabalho sério, e realmente, quando você vai lançar a música, precisa estar tudo alinhado. Jamais uma gravadora lançaria uma música que ela não tivesse toda a propriedade intelectual e todo o cronograma em mãos”, seguiu na declaração.

Alok ainda lamentou que, para responsabilizá-lo e “conseguir atenção”, os irmãos chegaram a expor a própria mãe. “Eles expuseram que ela estava com câncer e tal, e por isso que eles tiveram que falar, para cuidar da mãe. Eu sempre fui muito atencioso em relação a isso”, disse o DJ, que afirmou que “sempre admirou” a mãe da dupla.

“Quando começou a pandemia eu perguntei ‘e aí Kevin, tá tudo bem? Tá precisando de alguma coisa?’ Porque tava todo mundo sem show, né. E ele respondeu: ‘irmão, não, tá tudo certo, os royalties tão entrando certinho e tão me salvando. E minha mãe também tá curada do câncer’”, revelou Alok, divulgando print de WhatsApp em que Kevin dá a notícia da cura da matriarca.

Criação do Brazilian Bass

Não contente, Alok rebateu mais acusações: “Outro ponto que eles falam também é que eles querem falar que foram os criadores do Brazilian Bass, um movimento que eu levantei a bandeira muito tempo atrás. É um design de som que acabou fazendo muito sucesso fora do Brasil. Eu conheci eles e eles faziam outro tipo de música EDM [Electronic Dance Music], eu já faço Brazilian Bass há muito tempo, muito antes de conhecer eles”.

“Desde 2011 que eu comecei a fazer esse estilo de som. O que eles estão querendo criar com isso? Que o meu sucesso é graças a esse estilo de som, que fez muito sucesso lá fora. E que eles que me ensinaram. Eles só tiveram acesso a esse tipo de som porque eu apresentei a eles. É meio doida essa história, mas quando eles me conheceram, eles falaram ‘caraca, a gente adora esse estilo que você tá fazendo. A gente faz outro estilo mas a gente quer fazer também’”, disparou.

Na sequência, o goiano disse que tem muito orgulho do movimento, porque vários produtores nacionais abraçaram a ideia e fizeram virar “esse fenômeno lá fora”. “Eu tenho mensagens deles ano passado pedindo pra fazer mais música comigo. Então como uma pessoa que não é creditada insiste em fazer música com alguém que não credita ela? Não faz sentido”, disse publicando mensagem de agosto do ano passado em que Kevin escreveu que era “extremamente grato” pelo parceiro.

Gravadora ‘não aceita’ partida de Alok

“Tanto a minha carreira quanto a do Sevenn eram gerenciadam pelo Marcos da Audiomix, que muitos de vocês devem conhecer pelas polêmicas. Desde o momento em que eu tomei ciência de várias coisas que a Audiomix estava fazendo na carreira de vários artistas, decidi reincidir o meu contrato de forma pacífica. Desde que eu larguei a Audiomix, eu vivo recebendo ameaças e sendo perseguido. Eles simplesmente não aceitam, essa matéria não é uma surpresa”, declarou.

“Quando eu fiquei em número quatro no mundo, quarto DJ do mundo, mesmo ele [Marcos] não trabalhando comigo mais, ele fez um post no Instagram dele e marcou o Sevenn, já criando toda essa narrativa para a matéria de hoje”, pontuou o músico. Alok disse ainda que fica triste com a situação, mas sabe que “no fundo não são eles [Sevenn]”: “Eles estão sendo usados”.

Nos stories seguintes, Alok seguiu reagindo a acusações e repostou declarações de dois parceiros que teriam produzido as faixas em questão junto com ele. Sobre a música ‘All I Want’, o DJ Christian Liu disparou, em vídeo: “Isso é mentira, eu tenho o projeto tudo bonitinho. Quem produziu fui eu e Alok”.

Já Bhaskar, irmão de Alok, escreveu: “Já contei pra vocês em inúmeras situações como a ‘Fuego’ foi feita. Eu e Alok fizemos ela em outubro de 2016. Começamos o projeto em Brasília e terminamos em um quarto de hotel em Amsterdam porque queríamos lançar logo e não queríamos esperar voltar pro Brasil. A única coisa que eles fizeram foi a masterização da música”.

Entenda o caso

Dois produtores, os irmãos Sean e Kevin Brauer, acusam o DJ Alok de não pagar por serviços prestados na produção de pelo menos 14 hits do artista. Os irmãos, que formam uma dupla conhecida como Sevenn, denunciaram o DJ em entrevista à Billboard.

Eles detalharam à revista o que chamam de “relacionamento comercialmente abusivo e unilateral” com Alok. Criados no Rio de Janeiro, em uma comunidade religiosa, os irmãos afirmam que atuaram como “produtores fantasma” para o DJ em várias faixas (leia mais aqui).

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