Uma avalanche de gelo e rochas provocou uma enorme enxurrada de água, lama e destroços na fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China, deixando 362 mortos e 1.468 pessoas desaparecidas, segundo os balanços divulgados pelas autoridades nesta quinta-feira (27).
No Nepal, foram contabilizadas 359 mortes e 910 desaparecidos. No Tibete, três pessoas morreram e outras 558 estão desaparecidas. Entre os desaparecidos há centenas de estrangeiros, incluindo turistas e peregrinos.
A tragédia aconteceu na quarta-feira (26), quando uma avalanche atingiu um rio e desencadeou uma onda de lama e detritos que avançou por áreas povoadas. Vilarejos, estradas, pontes e estruturas de energia foram atingidos.
A principal hipótese investigada é que o colapso de uma geleira na montanha Langtang Lirung, com mais de 7 mil metros de altitude, tenha provocado o desastre. O Serviço Geológico dos Estados Unidos chegou a registrar inicialmente um possível terremoto, mas depois esclareceu que o sinal havia sido causado pelo colapso da geleira.
As equipes de resgate enfrentam dificuldades devido à grande quantidade de lama e escombros. O Exército nepalês realiza operações aéreas para retirar pessoas de áreas isoladas, enquanto autoridades mantêm moradores de regiões próximas aos rios em alerta.
Especialistas também alertam para o risco de uma nova inundação, já que um bloqueio de detritos permanece em uma área mais alta do rio na fronteira entre Nepal e China.
A região é atingida durante o período das monções, entre junho e setembro, quando chuvas intensas provocam enchentes e deslizamentos. Cientistas apontam que o aquecimento global pode contribuir para o aumento da frequência e da intensidade de eventos extremos no sul da Ásia.
Fonte: g1
Foto: Navesh Chitrakar/Reuters














