Na tentativa de confortar uma mulher diagnosticada com câncer de mama, familiares e amigos podem usar expressões como “vai passar”, “seja forte” ou “o cabelo cresce”. Apesar da boa intenção, essas frases podem minimizar o sofrimento e dificultar que a paciente expresse seus sentimentos.
Segundo a psico-oncologista Monica Echeverria de Oliveira, o apoio começa com a escuta, o acolhimento e a disposição para estar presente, sem tentar resolver imediatamente a dor do outro.
A perda dos cabelos, por exemplo, pode representar muito mais do que uma mudança na aparência. A paciente Liliana Cardoso, que passou por quimioterapia, relatou que a transformação afetou sua identidade e a forma como se reconhecia.
Entre as atitudes que devem ser evitadas estão comparar a paciente com outras pessoas, exigir positividade o tempo todo e tratar como algo pequeno as dificuldades provocadas pelo tratamento.
Em vez de frases prontas, a especialista recomenda demonstrar disponibilidade com palavras simples, como “estou aqui”, além de oferecer ajuda prática com tarefas domésticas, cuidados com os filhos ou outras necessidades da rotina.
O diagnóstico e o tratamento podem despertar medo, tristeza, ansiedade e insegurança. Respeitar esses sentimentos e compreender que cada mulher vive a experiência de maneira diferente são atitudes fundamentais para oferecer apoio.
ÀS VEZES, O MELHOR APOIO É OUVIR SEM JULGAR
Fonte: g1 RS — Carolina Aguaidas e Gustavo Foster
Foto: Reprodução/RBS TV















