A catarata não provoca apenas visão embaçada. Quando não acompanhada e tratada adequadamente, a doença pode aumentar o risco de quedas, acidentes de trânsito, perda de autonomia e, em casos avançados, comprometer severamente a visão.
O alerta ganha destaque durante o Agosto Cinza, campanha de conscientização sobre a catarata. Dados do Ministério da Saúde citados na reportagem mostram que o número de cirurgias realizadas pelo SUS caiu de 1,18 milhão em 2024 para 1,13 milhão em 2025. Até maio de 2026, foram mais de 454 mil procedimentos realizados na rede pública.
A catarata ocorre quando o cristalino, uma lente natural localizada atrás da pupila, perde sua transparência. Entre os sinais estão visão embaçada, dificuldade para enxergar à noite, maior sensibilidade ao brilho dos faróis, redução do contraste e dificuldade para ler ou trabalhar.
Especialistas explicam que não é necessário esperar a catarata ficar completamente “madura” para realizar a cirurgia. Atualmente, a indicação considera principalmente o impacto da doença na qualidade de vida e nas atividades do paciente.
A cirurgia costuma ser rápida e, na maioria dos casos, permite alta no mesmo dia. No entanto, a decisão deve ser individualizada após avaliação oftalmológica.
Esperar a doença avançar pode trazer consequências importantes. A pessoa pode ter dificuldade para identificar degraus, obstáculos e desníveis, aumentando o risco de quedas. No trânsito, a visão prejudicada pode dificultar a identificação de placas, semáforos e pedestres, especialmente durante a noite.
Após a cirurgia, também são necessários cuidados específicos, como utilizar corretamente os colírios prescritos, evitar esfregar os olhos e seguir as orientações médicas sobre atividades físicas, piscina, maquiagem e direção.
A catarata verdadeira não volta depois da cirurgia, já que o cristalino comprometido é substituído por uma lente intraocular. Em alguns casos, porém, pode ocorrer posteriormente a opacificação da cápsula posterior, condição que pode ser tratada com laser.
Diante de alterações na visão, principalmente embaçamento progressivo ou dificuldade para realizar atividades cotidianas, a recomendação é procurar avaliação com um oftalmologista.
Fonte: O Tempo
Foto: Fred Magno/O Tempo















