Fim da escala 6×1 pode custar R$ 6,6 bilhões por ano aos municípios, estima confederação

Por Dentro De Tudo:

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O fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso (6×1) e a adoção do modelo 5×2 devem ter impactos diferentes nas administrações municipais. Em Minas Gerais, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) aponta que a mudança tende a ter impacto reduzido nas prefeituras, enquanto a Confederação Nacional de Municípios (CNM) prevê aumento bilionário nas despesas.

Segundo levantamento do TCE-MG, dos 767.371 vínculos analisados no funcionalismo municipal, 92,1% já têm jornadas de até 40 horas semanais. Entre os professores das redes municipais, 69,8% trabalham de 20 a 30 horas por semana. Na área administrativa e em outras funções, como coleta de lixo, guardas municipais e motoristas de ambulância, estão concentrados os maiores percentuais de jornadas superiores a 40 horas.

Na avaliação da CNM, a redução da jornada poderá gerar um custo adicional de R$ 6,6 bilhões por ano para os municípios. Desse total, R$ 1,49 bilhão corresponderia a contratações diretas, enquanto os gastos com empresas terceirizadas poderiam ultrapassar R$ 5,14 bilhões anuais.

A entidade alerta que as prefeituras poderão precisar ampliar despesas para manter o mesmo nível de atendimento à população. Já representantes da indústria e do comércio demonstram preocupação com possíveis efeitos econômicos da medida.

Por outro lado, estudos citados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e por pesquisadores da Unicamp apontam possíveis benefícios da redução da jornada, como melhor conciliação entre trabalho e estudo e a criação de empregos.

FIM DA ESCALA 6X1: TCE-MG APONTA BAIXO IMPACTO, MAS CNM PREVÊ CUSTO BILIONÁRIO

Crédito da matéria: Hoje em Dia
Foto: Valéria Marques/Arquivo Hoje em Dia

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