A Justiça de Minas Gerais manteve a condenação de um investigador da Polícia Civil e de três despachantes por envolvimento em um esquema de corrupção relacionado à transferência de veículos no Norte do estado.
Somadas, as penas chegam a 11 anos, 8 meses e 24 dias de reclusão, além de multas. O investigador também foi condenado à perda do cargo público.
Segundo as investigações, o grupo recebia dinheiro para agilizar transferências de veículos. Em alguns casos, os documentos que comprovavam a vistoria eram emitidos sem que os automóveis fossem apresentados para a verificação.
O esquema funcionava no setor de trânsito da delegacia de Bocaiúva e também atendia veículos de cidades vizinhas.
A condenação é resultado da operação Overlook, realizada em outubro de 2022 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Na ocasião, foram cumpridos 22 mandados em Bocaiúva e em municípios da região, incluindo Montes Claros, Mirabela, Espinosa e Porteirinha.
O Ministério Público de Minas Gerais afirmou que a confirmação das condenações pelo Tribunal de Justiça reforça o combate à corrupção e a responsabilização de agentes públicos.
A Polícia Civil informou, à época da operação, que não compactua com desvios de conduta e que eventuais transgressões administrativas são apuradas de forma independente.
JUSTIÇA MANTÉM CONDENAÇÕES POR CORRUPÇÃO
Fonte: O TEMPO
Foto: Freepik/Divulgação














