O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou neste domingo (13) o sigilo de uma investigação que apura suspeitas de desvio de recursos públicos envolvendo emendas parlamentares e contratos da Prefeitura de São Paulo relacionados ao filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na decisão, Dino afirmou que, segundo a linha investigativa apresentada nos autos, estaria se fortalecendo a hipótese de uma conexão entre o suposto esquema e a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
O ministro também mencionou o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que aparece na investigação. Segundo a Polícia Federal, o parlamentar teria destinado R$ 2 milhões em emendas para o Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade investigada no caso.
A PF apura se recursos públicos destinados ao instituto foram utilizados para financiar a produção de “Dark Horse”. Frias nega irregularidades e afirmou que as emendas foram destinadas a projetos esportivos e de letramento digital.
Dino determinou ainda que a Polícia Federal receba o material bruto extraído dos celulares dos investigados, além de computadores, documentos e outros aparelhos apreendidos na investigação.
As suspeitas citadas na decisão ainda são objeto de investigação e não representam conclusão sobre a responsabilidade dos envolvidos.
Crédito da matéria: O TEMPO
Crédito das imagens: Victor Piemonte/STF
DINO CITA PCC EM INVESTIGAÇÃO SOBRE “DARK HORSE”














