El Niño e La Niña: o que revisar para a 1ª fase da Unicamp e quais armadilhas evitar

Por Dentro De Tudo:

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El Niño e La Niña estão entre os temas que podem aparecer na 1ª fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), marcada para o dia 18 de outubro. Segundo a professora de geografia de escola especializada, os fenômenos costumam ser cobrados em questões que relacionam clima, sociedade, economia e meio ambiente. A seguir, os principais pontos para revisar: o que são El Niño e La Niña; impactos no Brasil e consequências socioeconômicas; como revisar o conteúdo na reta final; cuidados com armadilhas comuns na prova.

O que são El Niño e La Niña
El Niño e La Niña são fenômenos climáticos ligados às mudanças na temperatura das águas do Pacífico e à intensidade dos ventos alísios, ventos constantes que sopram em direção ao Equador. A ciência ainda não explica completamente por que ocorrem.

El Niño
Ocorre quando os ventos alísios enfraquecem, favorecendo o aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico. Em condições normais, esses ventos promovem a subida de águas frias de camadas profundas (ressurgência), o que aumenta a produção biológica e beneficia a pesca. No El Niño, a ressurgência diminui, águas ficam mais quentes e pobres em nutrientes, reduzindo a pesca. A caracterização ocorre quando a temperatura da superfície do Pacífico fica pelo menos 0,5°C acima da média histórica.

La Niña
O oposto do El Niño. Ventos alísios ficam mais fortes, intensificando a ressurgência e aumentando a chegada de águas frias e nutrientes. Pode reforçar características climáticas já observadas, levando a mais chuvas em regiões como a Amazônia, com impactos variados.

Impactos e consequências socioeconômicas
Além de alterar o Pacífico, o El Niño provoca efeitos econômicos e climáticos globais. Um dos primeiros setores afetados é a pesca na costa peruana, com queda na oferta de peixes devido à menor ressurgência. No Brasil, o fenômeno costuma reduzir as chuvas na Região Norte, contribuindo para seca e queda no nível de rios, o que prejudica o transporte fluvial e a agricultura. Em contrapartida, o Sul tende a ter maior volume de chuvas, com risco de enchentes e deslizamentos. O Sudeste e o Centro-Oeste podem enfrentar aquecimento e períodos de estiagem, devido à menor umidade vinda da Amazônia.

Impactos na saúde e na economia
A elevação de chuvas pode aumentar criadouros de mosquitos e, em áreas mais secas, armazenamentos inadequados de água, elevando riscos de doenças. Períodos de calor prolongado também pressionam serviços de saúde.

Como revisar o conteúdo na reta final
Para a fase inicial da Unicamp, a recomendação é revisar climatologia e circulação geral da atmosfera, incluindo ventos alísios, células atmosféricas e mecanismos que explicam El Niño e La Niña. Dicas:
– acompanhar reportagens e conteúdos de divulgação científica;
– estudar mapas, gráficos e imagens que mostram a circulação dos ventos, localização do fenômeno no Pacífico e variações de temperatura;
– consultar fontes confiáveis como NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA);
– interpretar gráficos, tabelas e mapas com atenção a títulos, legendas, períodos e tendências. A expressão “super El Niño” não possui classificação científica oficial, sendo termo jornalístico.

Cuidados com armadilhas comuns na prova
Interpretação cuidadosa de mapas, gráficos, tabelas e imagens. Evitar associar cores apenas a temperaturas; por exemplo, a cor vermelha pode indicar alta concentração de clorofila, não necessariamente calor. Especificar que o El Niño ocorre no Pacífico, não apenas aquecimento das águas. Responder de forma objetiva e seguir a ordem da banca.

Texto: via g1
Foto: Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas

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