O período prolongado de juros elevados vem pressionando o varejo brasileiro e aumentando as dificuldades financeiras de empresas altamente endividadas. O cenário ganhou destaque após o pedido de recuperação judicial do Grupo Casas Bahia, que envolve uma dívida de R$ 17,3 bilhões.
Segundo o especialista em varejo Vanderlei Goulart, empresas que dependem de recursos de terceiros para financiar operações, estoques e expansão ficam mais vulneráveis quando a taxa básica de juros permanece elevada por muito tempo.
A avaliação é que o problema não está apenas no nível da Selic, mas também na estrutura financeira de parte das empresas. Durante períodos de crescimento, algumas redes ampliam lojas e estoques utilizando empréstimos, em vez de fortalecer o capital de giro.
Com o custo do crédito elevado, a dívida pode comprometer uma parcela cada vez maior da receita e dificultar novos investimentos. Em casos mais graves, empresas podem recorrer à recuperação extrajudicial ou judicial para renegociar débitos.
O cenário também reforça a necessidade de maior controle do caixa, planejamento de expansão e utilização de recursos próprios para sustentar o crescimento das operações.
Fonte do texto: O TEMPO
Fonte das informações: Vanderlei Goulart, presidente da Meta Contabilidade
Foto: Casas Bahia/Divulgação














