O Ministério Público Eleitoral (MPE) questionou pelo menos 42 candidaturas nas eleições de 2026 por suspeitas de vínculos com organizações criminosas. Os casos foram identificados em dez estados brasileiros, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (6).
Em Minas Gerais, foi registrado um caso. O Rio de Janeiro concentra a maior parte das situações, com 26 candidaturas questionadas, seguido pela Paraíba, com quatro, e São Paulo, com três.
Do total, 22 candidatos tiveram os registros barrados pela Justiça Eleitoral ou renunciaram às candidaturas. Outros processos ainda aguardam julgamento de recursos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em quatro situações, os registros foram liberados, mas o Ministério Público recorreu para tentar reverter as decisões.
A maioria dos candidatos disputou vagas de deputado estadual, com 22 casos, e deputado federal, com 16. Também há questionamentos envolvendo candidaturas ao Senado, suplência e governo estadual.
Entre os casos estão candidatos que receberam votação suficiente para se eleger, mas ainda enfrentam questionamentos judiciais sobre a validade de seus registros. Mesmo aqueles que tiveram as candidaturas negadas podem permanecer na condição de sub judice até uma decisão definitiva da Justiça Eleitoral.
Segundo o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, a atuação busca impedir que grupos criminosos utilizem partidos políticos, financiamento de campanhas ou candidaturas para ampliar sua influência.
O Ministério Público sustenta que a Constituição Federal impede a utilização de organizações criminosas para interferir na estrutura partidária e no processo eleitoral. Os questionamentos, porém, ainda dependem de análise da Justiça, e as situações dos candidatos são diferentes entre si.
42 CANDIDATURAS SÃO QUESTIONADAS POR SUSPEITA DE LIGAÇÃO COM O CRIME ORGANIZADO
Fonte: O Tempo
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil














