Trump promete mudar vacinação infantil e cita teoria sem evidência sobre autismo

Por Dentro De Tudo:

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O presidente dos EUA defendeu mudanças no calendário de vacinação infantil, afirmando que a medida poderá reduzir de forma significativa os casos de autismo. A declaração baseia-se em uma alegação sem comprovação científica que associa vacinas ao transtorno do espectro autista.Segundo ele, pretendem pressionar empresas farmacêuticas a dividir a aplicação de vacinas em cinco etapas, com intervalos de seis meses. Algumas vacinas também deveriam ser retiradas do calendário para serem aplicadas apenas quando as crianças forem mais velhas. “Nós vamos recomendar e, na verdade, exigir”, afirmou, ao defender o novo esquema, acrescentando que a criança receberia as doses nesses intervalos e que a mudança teria “um impacto enorme” sobre os casos de autismo.

Não há evidência científica de que dividir ou espaçar vacinas reduza a ocorrência de autismo nem que a aplicação de imunizantes aumente a probabilidade de a criança nascer com o transtorno. Uma revisão da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicada em setembro de 2026, analisou estudos entre 2010 e 2025 e concluiu que pesquisas de maior qualidade não encontraram relação causal entre vacinas e autismo, incluindo vacinas com tiomersal ou alumínio.

O presidente também afirmou que as crianças recebem uma quantidade excessiva de vacinas de uma só vez, sugerindo que doses menores e mais espaçadas seriam mais seguras. Essa relação não foi demonstrada cientificamente. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) afirma que não existem evidências de benefício em separar a vacina tríplice viral em três aplicações diferentes.

A fala ocorre em meio a uma mudança na política de vacinação infantil do governo: uma ordem executiva determinou a avaliação de alterações no calendário e o desenvolvimento de opções para separar algumas vacinas combinadas. A medida, porém, não estabelece que o novo esquema reduzirá casos de autismo nem apresenta evidências de que o calendário atual provoque o transtorno.

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Texto: via g1
Foto: Julia Demaree Nikhinson/AP

Observação: Este texto reproduz informações de uma notícia publicada pelo g1 e reorganiza o conteúdo para uso jornalístico, mantendo apenas menções a políticos e celebridades, conforme solicitado.

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